A Justiça determinou que a Prefeitura de Quijingue suspenda o contrato firmado com a dupla Victor e Leo para o São João de 2026. O cachê, no valor de R$ 780 mil, foi considerado incompatível com as orientações dos órgãos de controle para municípios em situação de emergência.
A decisão atende a um pedido liminar do Ministério Público da Bahia em ação movida pela promotora de Justiça Sabrina Rigaud.
Além da suspensão do contrato, a Justiça proibiu o município de efetuar pagamentos de cachês acima da média praticada em 2025 para os mesmos artistas, com correção apenas pela inflação oficial (IPCA).
Na decisão, a juíza Dione Cerqueira destacou que Quijingue enfrenta uma situação de emergência provocada pela estiagem, o que exige prioridade na aplicação dos recursos públicos em áreas essenciais.
Segundo o Ministério Público, os gastos previstos para os festejos juninos já ultrapassam R$ 4,5 milhões. Entre as atrações contratadas estão César Menotti e Fabiano, com cachê de R$ 600 mil, e Murilo Huff, contratado por R$ 650 mil.
A ação também aponta reajustes considerados elevados em relação aos valores pagos em 2025. Os cachês de Michele Andrade e Fulô de Mandacaru tiveram aumentos superiores a 44%, enquanto o valor pago a Murilo Huff registrou crescimento em torno de 30%.
A Justiça entendeu que os contratos devem respeitar a capacidade financeira do município, especialmente diante do cenário de seca e das demandas urgentes da população.





