A comandante da Operação Ronda Maria da Penha, major Denice Santiago, disse em entrevista à Rádio Metrópole hoje (22) na cobertura da saída do Ilê, que o bloco é uma instituição importante para desenvolvimento do orgulho da beleza negra, e que inclusive, quando adolescente queria ser Deusa do Ébano.
“O bloco é uma instituição emblemática, é a partir dele que meninos e meninas negras começaram a ver que havia beleza em nós. Durante muito tempo nós fomos impulsionados a imaginar que não era possível associar meninas pretas a beleza e ele [Ilê Aiyê] ainda se intitulou mais belo dos belos e traz uma mulher como deusa do Ébano. Bem que eu queria ser deusa do Ébano, meu sonho de adolescente”, brincou a comandante.
Sobre a proposta “Eu Quero Ela”, campanha que defende o protagonismo de uma candidatura negra para a prefeitura de Salvador, Denice diz que torce para a campanha e que seu voto vai para uma pessoa negra. Questionada sobre sua possível candidatura, Denice desconversou.
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“Eu achei genial essa bancada, eu acredito sim que nós soteropolitanos precisamos fazer esse debate, porque a gente precisa mostrar para nossas crianças que estão nascendo que os espaços de poder podem ser ocupados por pessoas negras e que essas pessoas vão fazer trabalhos maravilhosos, fantásticos, eu torço muito, e se você quiser saber do meu voto, ele vai para uma pessoa negra com certeza”, contou Denice.
Na entrevista a comandante ainda comentou sobre o racismo institucional quando questionada sobre o recente caso de violência envolvendo um policial militar e um jovem de cabelo black power.
“Infelizmente a construção da nossa cultura nos levou a normalizar e naturalizar práticas racistas, a gente acreditou que aquilo era uma ‘brincadeira’, que não tem problema nenhum […] Nós precisamos para poder solucionar esse problema, admitir sua existência, entender que ele existe e promover em nós mesmos uma mudança de postura”, afirmou Denice. (Metro1)





