Médico que tratou Messi encerra boato e afirma que jogador nunca foi diagnosticado com autismo

Endocrinologista que acompanhou o craque na infância classificou como falsa a informação que circula há mais de dez anos.

Reprodução/Fifa

Um boato que circula na internet desde 2013 voltou a ganhar repercussão envolvendo Lionel Messi. Desta vez, porém, o endocrinologista espanhol Diego Schwarzstein, médico responsável pelo tratamento hormonal do craque durante a adolescência, afirmou que o jogador nunca recebeu diagnóstico de autismo ou Síndrome de Asperger.

Em entrevista ao gshow, o especialista foi categórico ao negar a informação. Segundo ele, Messi enfrentou apenas um problema de crescimento na infância, tratado quando chegou ao Barcelona, clube que custeou toda a terapia hormonal. “Leo Messi é um cara completamente normal. Ele teve um problema de crescimento quando criança. Não sei de onde surgiu essa história, mas é absolutamente falsa”, declarou.

O rumor surgiu em 2013, após um artigo do jornalista Roberto Amado afirmar que o argentino teria sido diagnosticado com Síndrome de Asperger aos oito anos. A publicação repercutiu amplamente nas redes sociais e chegou a ser comentada por personalidades do futebol, incluindo Romário. Apesar disso, nunca foi apresentada qualquer comprovação do suposto diagnóstico.

Ao longo dos anos, o perfil reservado de Messi acabou alimentando novas especulações. Em entrevistas, o camisa 10 da Argentina já afirmou que gosta de uma rotina mais discreta e que poucas pessoas conseguem tirá-lo desse hábito, entre elas a esposa Antonela e o filho Mateo. Especialistas ressaltam, porém, que características de personalidade não servem como base para qualquer diagnóstico.

Também contribuíram para o boato comparações equivocadas entre o jogador e personagens de ficção com habilidades extraordinárias. No entanto, essas associações não possuem fundamento científico.

Mais de uma década após o surgimento da história, o médico que acompanhou o tratamento de Messi reforça que o atleta jamais recebeu diagnóstico de autismo ou Síndrome de Asperger, classificando a informação como falsa.

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