O deputado estadual Binho Galinha, preso desde outubro do ano passado, segue ativo no cenário político da Bahia. Mesmo detido, ele trocou de partido durante a última janela partidária, deixando o PRD e se filiando ao Avante. O parlamentar também mantém a pré-candidatura à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Estado Anômico. Segundo o Ministério Público da Bahia, ele é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e região, suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, jogo do bicho, entre outros.
Apesar das acusações, a legislação eleitoral permite que o deputado dispute as eleições, já que ele está preso preventivamente e ainda não foi condenado em definitivo. Pela lei, a inelegibilidade só ocorre após condenação confirmada em instâncias superiores.
A defesa do parlamentar sustenta que ele não possui condenações e questiona o andamento dos processos. Especialistas em direito eleitoral explicam que, caso seja eleito e venha a ser condenado durante o mandato, ele poderá perder o cargo.
Entre os crimes investigados estão organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada, extorsão, agiotagem, grilagem, fraudes e corrupção. As apurações seguem em andamento.





