O México vai implantar, a partir de janeiro do próximo ano, um modelo de atendimento público de saúde semelhante ao Sistema Único de Saúde. A proposta é unificar o acesso aos serviços médicos e melhorar a qualidade do atendimento à população.
A primeira etapa do projeto começa na próxima segunda-feira (13) e segue até 30 de abril, com o cadastro inicial de pessoas com mais de 85 anos e seus acompanhantes ou cuidadores.
Um dos principais pilares do novo sistema será a integração das bases de dados dos pacientes, permitindo que profissionais de saúde tenham acesso rápido ao histórico clínico. A iniciativa inclui ainda a criação de um aplicativo digital para centralizar informações como prontuários e resultados de exames.
O governo também prevê investimentos para garantir abastecimento de medicamentos, funcionamento de unidades de saúde e ampliação de cirurgias. Entre as prioridades estão atendimentos de urgência, gravidez de alto risco, infartos, doenças neurológicas, câncer de mama, consultas preventivas, nutrição, atividade física e saúde mental.
A partir de 2028, o foco será ampliar a oferta de serviços, como consultas com especialistas e atendimento contínuo para doenças crônicas, incluindo Alzheimer, osteoartrite e artrite reumatoide.
Nesta fase inicial, o documento de identificação dos usuários será entregue cerca de seis semanas após o cadastro e ficará sob responsabilidade da Secretaria de Bem-Estar. O novo registro substituirá documentos emitidos por instituições como o Instituto Mexicano del Seguro Social, o Instituto de Seguridad y Servicios Sociales de los Trabajadores del Estado e a Petróleos Mexicanos.
O credenciamento inicial ocorrerá em 24 dos 31 estados do país, com equipes atuando em 47 municípios, incluindo as 16 regiões administrativas da capital Cidade do México. A expectativa é alcançar cerca de 2 milhões de pessoas por meio de mais de 2 mil pontos de atendimento.


