Ministério da Saúde decide não incorporar vacina contra herpes-zóster no SUS

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde decidiu não incluir, neste momento, a vacina recombinante adjuvada contra o herpes-zóster no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o imunizante, indicado para idosos com 80 anos ou mais e para pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos, foi considerado de alto custo em relação aos benefícios esperados no controle da doença, não sendo classificado como custo-efetivo.

O relatório aponta que a vacinação de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano teria um custo aproximado de R$ 1,2 bilhão anuais. Em cinco anos, o investimento total poderia chegar a R$ 5,2 bilhões 💰. Apesar de reconhecer a importância da vacina, o comitê destacou que seria necessária uma negociação de preços para tornar o impacto financeiro sustentável.

A portaria também informa que a decisão poderá ser revista caso novos dados ou condições sejam apresentados à Conitec.

O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus da catapora e atinge principalmente idosos e pessoas com imunidade baixa. A doença pode causar complicações graves. No SUS, o tratamento inclui cuidados para alívio dos sintomas e uso do antiviral aciclovir nos casos mais graves. Entre 2007 e 2023, mais de 1,5 mil mortes foram registradas no país, a maioria em pessoas acima dos 50 anos.

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