Familiares e moradores de São Cristóvão, em Salvador, contestam a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte do vendedor de lanches Leonardo Gil Lima, conhecido como “Léo Lanches”, de 33 anos.
Segundo relatos de pessoas próximas, o trabalhador teria sido baleado na porta de casa, não estaria armado e não teria envolvimento com atividades criminosas. A família realizou protestos pedindo justiça e a apuração das circunstâncias da morte.
O caso aconteceu na noite de quinta-feira (23), na localidade de Lessa Ribeiro. Em nota, a PM informou que equipes da 49ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) realizavam patrulhamento quando encontraram homens armados e houve uma troca de tiros.
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Ainda conforme a corporação, após a ocorrência, Leonardo foi encontrado ferido, socorrido e levado ao Hospital Menandro de Farias, mas não resistiu aos ferimentos.
Comunidade pede esclarecimentos
Moradores negam que tenha ocorrido confronto e afirmam que Leonardo voltava do trabalho quando foi atingido. Amigos e familiares destacaram que ele era conhecido como trabalhador e havia iniciado recentemente um novo comércio de lanches.
“Léo caiu praticamente em cima da moto. Ele tinha acabado de chegar do trabalho dele. Todo mundo aqui pode provar que Léo era inocente”, afirmou uma moradora durante manifestação.
O primo da vítima, Franklin, também declarou que Leonardo deixou esposa e dois filhos. “Ele foi executado na porta da casa dele. Era um homem trabalhador”, disse.
A Polícia Militar informou que o caso será investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da corporação. Segundo a PM, os agentes envolvidos utilizavam câmeras corporais e as imagens serão encaminhadas para auxiliar na investigação.
A corporação também informou que os policiais envolvidos foram afastados e que um procedimento administrativo foi aberto para apurar a atuação dos agentes.
Após a morte, um ônibus foi incendiado na região e linhas do transporte público tiveram alterações temporárias nesta sexta-feira (24).





