MPT investiga suspeita de trabalho análogo à escravidão em fazenda de Brejolândia

Um casal foi encontrado trabalhando na produção e no ensacamento de carvão vegetal em condições consideradas degradantes, em Brejolândia, no oeste baiano.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito nesta quarta-feira (21) para apurar uma suspeita de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda na zona rural de Brejolândia, no oeste da Bahia. Um casal foi encontrado trabalhando na produção e no ensacamento de carvão vegetal em condições consideradas degradantes.

O flagrante ocorreu na terça-feira (20), durante uma ação da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

Além dos indícios de trabalho análogo à escravidão, os policiais identificaram a supressão ilegal de vegetação nativa em uma área de aproximadamente cinco hectares. No local, foram encontradas pilhas de madeira diretamente sobre o solo, totalizando cerca de 100 metros cúbicos de material lenhoso.

Uma terceira pessoa também estava na propriedade e realizava o corte da vegetação. Durante a fiscalização, os policiais apreenderam duas motosserras utilizadas na atividade e encontraram aproximadamente 30 pacotes de carvão vegetal.

Segundo a Polícia Militar, as três pessoas foram encaminhadas à Delegacia Territorial de Brejolândia, junto com os equipamentos e materiais relacionados às possíveis infrações. Elas foram ouvidas e liberadas posteriormente.

O inquérito do MPT vai apurar as suspeitas relacionadas às condições de trabalho encontradas na fazenda.

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