A troca na presidência do Consórcio Reconvale já começa a refletir na administração da Policlínica Regional de Santo Antônio de Jesus. Nesta sexta-feira (14), mais de oito profissionais foram demitidos, em uma decisão tomada pelo novo presidente do consórcio, Pedro de Paulinho.
Os ex-funcionários denunciam que as demissões ocorreram de forma abrupta e em múltiplos setores da unidade. Muitos dos desligados estavam vinculados a prefeitos da região que integram o consórcio. A situação levanta dúvidas sobre o real motivo das exonerações: trata-se de uma reestruturação administrativa ou uma movimentação com viés político?
A expectativa agora gira em torno do posicionamento da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que financia 60% do consórcio e tem papel estratégico na supervisão da unidade de saúde. A Sesab deve avaliar se há interferências que possam comprometer a qualidade do atendimento prestado à população.
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O que diz a Sesab?
A assessoria de comunicação da Sesab esclareceu que sua atuação na gestão dos consórcios é limitada. “Os consórcios têm autonomia administrativa. A secretaria apenas indica a diretoria, mas a decisão sobre contratações e demissões cabe ao consórcio”, informou a Sesab.
Mesmo sem interferência direta da Sesab, as demissões tiveram um impacto significativo, deixando diversas famílias em situação de incerteza. Segundo os relatos, os ex-funcionários não receberam explicação oficial sobre os motivos do desligamento e foram surpreendidos com a medida.
O caso reacende o debate sobre a influência política na gestão das policlínicas regionais e os desafios para garantir a continuidade dos serviços de saúde sem interferências externas.


