O município de Muritiba, no Recôncavo Baiano, abriu oficialmente nesta sexta-feira (5) a segunda edição do Festival Literário da Jaca (FLIJ), um dos principais eventos culturais da região. Ao som da tradicional charanga e da apresentação cultural das Caretas, moradores e visitantes participaram da abertura da programação, que tem como tema “Quem conta um conto, aumenta um ponto: Narrativas Territorializadas”.
Inspirado na jaca, fruto símbolo do município, o festival transforma a cidade em um grande espaço de circulação cultural, promovendo o encontro entre literatura, educação, arte e identidade regional. Durante três dias, ruas, praças e equipamentos públicos recebem uma programação diversificada voltada para públicos de todas as idades.
A cerimônia de abertura contou com a presença do assessor especial da Secretaria da Educação da Bahia, Manoel Calazans, que destacou a importância da leitura na formação crítica dos estudantes e no combate à desinformação.
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Segundo ele, as feiras literárias desempenham papel fundamental na formação de leitores conscientes e preparados para interpretar corretamente as informações que circulam na sociedade.
A programação do festival inclui mesas literárias, lançamentos de livros, oficinas, cortejos culturais, apresentações artísticas, atividades interativas e ações formativas. A proposta é fortalecer as narrativas locais e evidenciar a contribuição das comunidades do Recôncavo para a construção da história e da cultura da Bahia e do Brasil.
Idealizadora do evento, Láiza Mello ressaltou que o Festival Literário da Jaca representa uma oportunidade de democratizar o acesso à literatura e valorizar os talentos do próprio município.
Segundo ela, Muritiba possui uma rica produção artística e cultural que merece visibilidade, reconhecimento e incentivo por meio de iniciativas que fortaleçam a identidade local.
O FLIJ se consolida como um importante espaço de promoção da cultura, da educação e da valorização das tradições do Recôncavo Baiano, reunindo diferentes gerações em torno do conhecimento, da criatividade e da preservação da memória cultural.


