O Tribunal Superior Eleitoral registrou 135 ações relacionadas às pré-campanhas eleitorais desde o início de 2026, um aumento de 335% em comparação ao mesmo período de 2022, quando foram contabilizados 31 processos.
Grande parte das representações envolve disputas entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido Liberal, ligados às pré-campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas, o crescimento das ações está diretamente relacionado ao uso de inteligência artificial e à disseminação de conteúdos manipulados digitalmente, tema que ganhou protagonismo no atual processo eleitoral.
- Messi faz história, marca dois gols e garante classificação da Argentina na Copa do Mundo 2026
- S. A. de Jesus e outras cidades registram apreensão de mais de uma tonelada de carnes impróprias durante operação do Procon-BA
- Onda de calor extrema deixa ao menos 18 mortos na França e coloca Europa em alerta
Nos últimos dias, o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, determinou a remoção de conteúdos que associavam Lula ao caso do Banco Master. Em outra decisão, também mandou retirar uma deepfake que simulava Flávio Bolsonaro em uma reunião com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Já uma ação movida por integrantes do PT contra o filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi rejeitada pelo presidente do TSE, Kássio Nunes Marques.
Outra decisão de Nunes Marques atendeu a um pedido da pré-campanha do PL e determinou a retirada de uma pesquisa da Atlas/Intel que apontava queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro. A equipe do senador alegou que uma das perguntas do levantamento teria influenciado o resultado.
O aumento expressivo das ações evidencia o papel crescente da Justiça Eleitoral na fiscalização de conteúdos digitais e no combate à desinformação durante o período pré-eleitoral.




