“Número de medidas protetivas concedidas as mulheres vítimas de violência aumentou em S. A. Jesus”, aponta delegada

Foto: Voz da Bahia
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A delegada responsável pelo Núcleo de Proteção a Mulher, Drª. Patricia Jaques em entrevista fez um balanço sobre os últimos números registrado no órgão. A mesma afirma que até esse momento foi registrado um feminicídio e uma tentativa de feminicídio, “além desses dois números há um terceiro caso que a linha de investigação ainda não foi definida, mas que poderá comungar também em um outro feminicídio. Esses são os dados que temos até a presente data”, releva.

Na entrevista, a delegada esclarece que ainda não há dados estatísticos sobre o número de registros de violência doméstica, contudo diante dos Inquéritos Policiais envolvendo violência doméstica e familiar, Patrícia declara que houve um aumento no número de ocorrência, “tivemos um aumento especialmente em relação ao pedido de medidas protetivas de urgência. Nesse caso em relação a 2017 que foi quando houve o início do funcionamento do Núcleo de Atendimento à Mulher, de 2017 para 2018 foi mais de 100% no aumento no número de requerimento de medida protetiva. Em relação ao ano passado acredito que iremos ficar em torno de 40% no aumento do requerimento, bem como ao registo de ocorrências”, explica.

Dr. Patrícia ressalta ainda que houve um aumento considerável em relação aos flagrantes por descumprimento de medidas protetivas, “só na semana passada realizamos o flagrante de três agressores por descumprimento de medidas protetivas e mais um cumprimento de uma prisão preventiva decretada pela Justiça de Santo Antônio de Jesus contra um agressor que também foi dado o cumprimento a essa prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas. Então a Justiça está trabalhando para punir aqueles que estão descumprindo as medidas”, diz.

A delegada reforça que é preciso que ambos os lados cumpram a medida decretada pela lei, “quando o Juiz decreta determinada distância, ele espera que o agressor cumpra, porém a vítima também tem que cumprir o seu papel de não buscar o contato com aquela agressor”, finaliza.

Redação: Voz da Bahia