Uma paciente que esperava por uma cirurgia no Hospital da Bahia passou por uma situação desagradável na última quarta-feira (11). Enquanto aguardava no quarto 106, bloco C, localizado no primeiro andar, a mulher percebeu que a cama onde estava deitada estava suja de sangue de outra pessoa. O leito havia sido usado antes por uma paciente que sofreu uma hemorragia.
A paciente, que estava no hospital para uma cirurgia de hérnia umbilical marcada para as 14h, chegou à unidade por volta das 11h. Quando se levantou para ir ao banheiro, sua filha, que a acompanhava, notou que as costas da mãe, o colchão, o lençol e o travesseiro estavam manchados de sangue. A família tentou contato com a ouvidoria do hospital, mas não recebeu retorno imediato.
Em nota, o hospital lamentou o ocorrido e informou que o problema foi causado por uma falha técnica no protetor do colchão, que deveria ser impermeável. O hospital afirmou que já está tomando as providências necessárias para evitar que isso aconteça novamente. Após o incidente, a paciente foi transferida para o quarto 115 C, onde permaneceu internada até receber alta na manhã de quinta-feira (12).
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A família da paciente pretende entrar com uma ação judicial contra o hospital, mas aguarda a liberação do prontuário médico, que pode levar até 30 dias. O advogado da paciente, André França, explicou que, se houver demora na entrega do documento, a ação poderá ser movida mesmo sem o prontuário.
O advogado informou que existem duas possibilidades para o processo. Se a paciente não tiver sido contaminada, o hospital pode ser processado por danos morais. No caso de infecção ou contaminação, além da indenização, a família pode solicitar que o hospital pague pelo tratamento necessário.


