Policial Militar é condenado a 15 anos de prisão por execução de jovem em Camacan

Júri em Canavieiras acata denúncia do MP-BA e considera o crime cometido com crueldade e impossibilidade de defesa da vítima

Jovem foi morto pela polícia em 29 de agosto de 2025 — Foto: Redes sociais

O soldado da Polícia Militar Reinaldo Elias Santos Aragão foi condenado nesta quarta-feira (22) a 15 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Canavieiras, no sul da Bahia. A decisão acatou a acusação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apontou o militar como autor do homicídio qualificado de Carlos Henrique José dos Santos, morto em 28 de junho de 2023, no município de Camacan.

Segundo a denúncia, o crime foi cometido com crueldade e impossibilidade de defesa da vítima. O MP-BA solicitou a prisão imediata do condenado, mas a Justiça aguarda a análise do recurso da defesa para decidir sobre o pedido.

De acordo com a investigação, o PM conduziu Carlos Henrique a pé até um local ermo, nas proximidades da 2ª Travessa São Francisco, onde efetuou o primeiro disparo. A vítima estava rendida e desarmada. Em seguida, o policial teria levado o jovem ferido até perto do hospital municipal, onde atirou novamente e depois forjou um socorro, levando-o já sem vida à unidade.

O caso foi inicialmente registrado como morte em confronto, mas denúncias de moradores e familiares levaram à reabertura do inquérito pela Força Correicional Especial Integrada (Force) da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que reuniu provas da execução sumária.

Além da condenação no Júri, Reinaldo Aragão também responde a processo na Vara de Auditoria Militar por fraude processual, acusado de forjar provas para simular o falso confronto.

O julgamento ocorreu em Canavieiras, após o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) atender ao pedido do MP-BA de transferir o júri de Camacan, garantindo maior imparcialidade dos jurados

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