Prejuízo bilionário, pressão no caixa e perdas acumuladas: o que está por trás dos cortes da Casas Bahia

Subtítulo: Rede fechou 12 lojas em Salvador e prevê novos cortes em meio a prejuízos e medidas para reduzir despesas.

Casas Bahia; Lar Center; máscara; FachadaFoto: Germano Lüders08/07/2020

A Casas Bahia enfrenta uma nova fase de reestruturação, marcada por prejuízos bilionários, pressão sobre o caixa e redução de sua estrutura. Em Salvador, a varejista já encerrou as atividades de 12 lojas, enquanto a empresa prepara novos cortes de funcionários e unidades.

Na capital baiana, foram fechadas lojas na Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula, na Silveira Martins. A rede também encerrou operações nos shoppings Salvador, da Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista.

No primeiro trimestre de 2026, a companhia registrou prejuízo de R$ 1,064 bilhão, mais que o dobro dos R$ 408 milhões negativos registrados no mesmo período de 2025. Ao longo de 2025, a perda acumulada chegou a aproximadamente R$ 3 bilhões.

A situação financeira também levou a empresa a adotar medidas para melhorar o fluxo de caixa. Segundo informações do Valor Econômico, a Casas Bahia estaria postergando pagamentos a lojistas do marketplace e negociando prazos maiores com fornecedores.

Novos cortes

Ainda conforme o Valor, a empresa planeja reduzir 30% do quadro de funcionários neste mês. Ao todo, cerca de 298 lojas devem ser encerradas e aproximadamente 2 mil trabalhadores podem ser desligados.

A divulgação dos resultados do segundo trimestre, inicialmente prevista para 12 de agosto e posteriormente remarcada para 14 de agosto, ainda não havia ocorrido até a manhã deste sábado (15). A teleconferência com investidores está prevista para segunda-feira (17).

Os desligamentos também foram questionados pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor). A entidade afirma ter recebido relatos de trabalhadores que ainda não teriam recebido informações detalhadas sobre rescisões, FGTS, seguro-desemprego e demais verbas trabalhistas.

O presidente do sindicato, Luciano Pereira Leite, afirmou que a entidade acompanha os casos e presta assistência aos funcionários afetados.

A sequência de prejuízos, a necessidade de reduzir despesas e a pressão sobre o caixa ajudam a explicar a dimensão da atual reestruturação da Casas Bahia, que vem reduzindo sua presença física no país.

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