O psicoterapeuta Jordan Van Der Zeijden Campos, conhecido nas redes sociais como Jordan Campos, foi alvo da “Operação Catarse”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia nesta terça-feira (26), em Salvador.
O investigado é suspeito dos crimes de violação sexual mediante fraude, assédio sexual e estelionato contra mulheres que eram pacientes em atendimento psicoterapêutico ou alunas de cursos de formação ministrados por ele.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do psicoterapeuta, localizados nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas nobres da capital baiana.
Segundo o MP-BA, a Justiça também determinou o bloqueio de bens superiores a R$ 960 mil, além da quebra dos sigilos informático e telemático do investigado.
Outra medida aplicada foi a suspensão imediata das atividades profissionais ligadas à psicoterapia, incluindo consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos semelhantes.
Com mais de 10 anos de atuação profissional e mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, Jordan Campos também realizava atendimentos e cursos em outras capitais do país.
As investigações apontam que, desde pelo menos 2020, o psicoterapeuta teria utilizado sua posição de autoridade, conhecimento técnico e informações íntimas das pacientes para se aproximar de mulheres em situação de vulnerabilidade emocional.
De acordo com o Ministério Público, as vítimas apresentavam histórico de traumas, baixa autoestima e dependência emocional. A partir disso, o investigado supostamente manipulava a relação terapêutica para obter vantagens sexuais e patrimoniais.
Até o momento, quatro mulheres foram identificadas pelas autoridades. Três delas relataram crimes contra a dignidade sexual e uma denunciou prejuízos financeiros.
As investigações são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), ambos vinculados ao MP-BA.
Segundo o órgão, todas as vítimas relataram um padrão semelhante de comportamento e afirmaram conhecer outras mulheres que ainda não procuraram as autoridades por medo ou vergonha.
A defesa do investigado não havia se manifestado até a última atualização do caso.


