O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, vereador Randerson Leal (Podemos), classificou como “ato antidemocrático” a retenção de ônibus registrada no domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. Nesta terça-feira (27), o parlamentar afirmou que a bancada articula apoio para abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre o caso.
A oposição reúne dez vereadores e precisa de 14 assinaturas para viabilizar a comissão, o equivalente a um terço dos 43 parlamentares da Casa. O grupo busca, portanto, o apoio de pelo menos quatro vereadores da base governista.
O presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), mantém a exigência de cumprimento do Regimento Interno para a abertura da investigação.
Vereador questiona justificativa da prefeitura
Randerson contestou a explicação apresentada pela Prefeitura de Salvador e pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), segundo a qual a retenção dos coletivos estaria relacionada à presença de adesivos eleitorais nos veículos.
Para o vereador, é necessário apurar quem teria determinado a restrição na circulação dos ônibus e o aumento dos intervalos nas paradas.
O parlamentar também afirmou que a redução da oferta de transporte dificultou o deslocamento de eleitores e citou a organização de caronas solidárias durante o domingo. Ele defende que a Câmara investigue o episódio e identifique os responsáveis.
Até o momento, as declarações do vereador representam a posição da oposição sobre o caso, e a proposta de CEI depende da obtenção das assinaturas necessárias para avançar.
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