Salvador: Homem denuncia ataques homofóbicos e ameaça de segurança do Shopping Barra

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Foto: Divulgação

Através do Instagram, um homem denunciou um caso de homofobia que teria sofrido no último sábado (12), no Shopping Barra, por um segurança de uma terceirizada contratada pelo empreendimento. 

Jeferson Campos, 24, fez a denúncia em sua conta oficial e conta que o caso aconteceu dentro de um banheiro do shopping. Após acompanhar uma discussão de cunho discriminatório entre dois homens, ele interveio e argumentou que a temática era preconceituosa. Por conta disto, ele foi ameaçado por um deles, que é funcionário do shopping.

Segundo a vítima, um dos homens usava fardamento do Grupo MAP, empresa que terceiriza serviços para o empreendimento. “Eu, enquanto gay, me identifiquei como tal e perguntei a ele qual era o problema dos homens “darem a bunda” e o que ele tinha a ver com isso. Disse que ele estava me ofendendo e ofendendo pessoas semelhantes a mim, e que homofobia era crime”, escreveu. “O cidadão me encurralou na pia do banheiro, pôs os dedos no meu rosto em formato de uma arma e gritou dizendo que eu era um “viado”, “pau no cu” e que ia me quebrar na porrada. Foi terrível! E, como se não bastasse, ele disse que nós, os homossexuais, estávamos cheios de razão e direitos”, acrescentou.

Ele disse que, depois da ameaça, procurou a administração do shopping. Em resposta, ouviu que “poderia ter evitado isso”. “Procurei a administração do Shopping Barra, conversei com o coordenador da segurança e ele me disse que eu poderia ter evitado isso. Usou como exemplo o fato de sermos negros e de sofrermos racismo. Ele disse que se escutar alguém dizer que não gosta de preto, que escutaria e iria embora, tentando colocar pano quente na situação. Imaginem. Naturalizando o racismo e a homofobia. Então os homossexuais que foram assassinados poderiam ter evitado? Nos vários casos de feminicídio, as mulheres vítimas poderiam ter evitado? A postura desse senhor só reforça a cultura de sempre culparem a vitima”, denunciou.

Jeferson disse que, na discussão dentro do banheiro, os homens chamava os gays de “viados da desgraça” e que estava “sobrando mulher porque os homens estavam “tudo dando a bunda”.

Em nota, o Shopping Barra pediu desculpa pelo ocorrido e afirmou que “repudia qualquer forma de preconceito ou discriminação”. “Diariamente reforçamos esse posicionamento com nossos colaboradores e terceirizados. Essa situação narrada não reflete o pensamento do Shopping Barra e por isso pedimos desculpas” disse.

O empreendimento, no entanto, não especificou se haveria algum tipo de punição ao funcionário, que também não teve o nome divulgado.

Em junho do ano passado, a homofobia foi criminalizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O crime foi enquadrado na Lei de Racismo (7716/89), que hoje prevê crimes de discriminação ou preconceito por “raça, cor, etnia, religião e procedência nacional”.

O racismo é um crime inafiançável e imprescritível segundo o texto constitucional e pode ser punido com um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

Confira o post:

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Hoje, sábado, por volta das 10:00 no banheiro masculino do L2 do @shoppingbarra , tinha dois caras conversando sobre a homossexualidade. Um deles trabalhava na higienização do banheiro, funcionário da empresa MAP que presta serviço ao shopping. O outro não conhecia até o momento. Este último gritava aos quatro ventos que estava sobrando mulher porque os homens estavam "tudo dando a bunda". E repetidas vezes chamavam os gays de "viados da desgraça ". Ora, sabemos que homofobia é crime. Por esse motivo ele não podia exprimir tal crime de maneira livre e num local público. Há um limite para a liberdade de expressão. O direito de um começa quando o do outro acaba. Até porque pessoas poderiam se ofender. Como foi o caso. Eu, enquanto gay, me identifiquei como tal e perguntei a ele qual era o problema dos homens "darem a bunda" e o que ele tinha a ver com isso. Disse que ele estava me ofendendo e ofendendo pessoas semelhantes a mim, e que homofobia era crime. O cidadão me encurralou na pia do banheiro, pôs os dedos no meu rosto em formato de uma arma e gritou dizendo que eu era um "viado", "pau no cu" e que ia me quebrar na porrada. Foi terrível! E, como se não bastasse, ele disse que nós, os homossexuais, estávamos cheios de razão e direitos. Procurei a administração do Shopping Barra, conversei com o coordenador da segurança e ele me disse que eu poderia ter evitado isso. Usou como exemplo o fato de sermos negros e de sofrermos racismo. Ele disse que se escutar alguém dizer que não gosta de preto, que escutaria e iria embora, tentando colocar pano quente na situação. Imaginem. Naturalizando o racismo e a homofobia. Então os homossexuais que foram assassinados poderiam ter evitado? Nos vários casos de feminicídio, as mulheres vítimas poderiam ter evitado? A postura desse senhor só reforça a cultura de sempre culparem a vitima. Posteriormente, através do funcionário da higiênização que estava na situação soube que o cara que me agrediu e me ameaçou era segurança do próprio Shopping. Como um shopping que contrata um profissional para oferecer segurança permite esse tipo de postura? Num espaço onde o público é diverso, onde há uma predominância da comunidade LGBTQIA+

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por Matheus Caldas – Bahia Notícias

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