“Se quiserem assumir a maternidade por R$ 1,1 milhão, a Santa Casa agradece”, dispara Ludmila Reis após denúncia sobre atrasos salariais

Superintendente rebate críticas sobre atrasos salariais, afirma que funcionários recebem antes do quinto dia útil e diz que contrato da maternidade gera prejuízo mensal para a instituição.

Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (2), a superintendente da Santa Casa de Misericórdia de Santo Antônio de Jesus, Ludmila Reis, respondeu às declarações sobre supostos atrasos salariais na instituição e afirmou que os funcionários celetistas recebem regularmente, muitas vezes antes mesmo do quinto dia útil.

Ao comentar o assunto, Ludmila questionou uma colaboradora presente sobre o pagamento dos salários. A funcionária respondeu que não havia qualquer atraso.

Ainda segundo a gestora, a situação é diferente em relação aos profissionais médicos, que enfrentam atrasos pontuais devido ao desequilíbrio financeiro do contrato de gestão da maternidade “Eu não vou ser leviana de dizer que os salários dos médicos acompanham os dos funcionários. Existe atraso, mas não nessa proporção que foi divulgada”, afirmou.

Ludmila também revelou que a Santa Casa recebe cerca de R$ 1,1 milhão para administrar a maternidade, valor que considera insuficiente para atender aproximadamente 33 municípios da região.

A declaração mais contundente ocorreu ao desafiar críticos da gestão, Incluindo o vereador Jorge de Dema, que recentemente denunciou um suposto atraso salarial, a assumirem a administração da unidade com os mesmos recursos “Se o Estado, o município ou qualquer pessoa quiser fazer a gestão dessa maternidade com R$ 1,1 milhão, a Santa Casa agradece. É um prejuízo mensal para a instituição”, declarou.

A superintendente informou ainda que buscará junto à Secretaria de Saúde da Bahia a liberação de recursos pendentes para regularizar os pagamentos médicos e reforçou que os salários dos demais funcionários seguem sendo quitados dentro do prazo.

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