O secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, afirmou nesta terça-feira (27) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determinou a circulação de 100% da frota de ônibus no segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). A declaração ocorre após a repercussão da falta de coletivos na capital baiana.
Em entrevista à TV Bahia, Souza disse que a prefeitura adotou a mesma estratégia utilizada no primeiro turno e que o modelo é seguido há mais de dez anos. Segundo ele, a Justiça Eleitoral não exigiu a disponibilização de toda a frota em nenhuma cidade do país.
A declaração, no entanto, contrasta com uma informação publicada no site da Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), segundo a qual a operação do segundo turno contaria com 100% da frota utilizada em dias úteis, sem a redução habitual de veículos aos domingos.
Retenção de ônibus nas garagens
De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens na manhã de domingo. Os veículos estavam com adesivos de propaganda eleitoral, incluindo materiais com o número 13, associado à campanha de Lula (PT), cuja retirada era exigida pela Justiça Eleitoral.
Souza afirmou que as empresas iniciaram a remoção dos adesivos nas primeiras horas do dia. Segundo o secretário, quando a Semob identificou que o procedimento estava afetando a operação, a equipe interveio para impedir que a retirada do material continuasse bloqueando a saída dos coletivos.
O episódio gerou questionamentos sobre o planejamento do transporte público durante o segundo turno e sobre a diferença entre a operação anunciada oficialmente e a frota efetivamente disponibilizada aos passageiros.
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