O protagonismo feminino na agricultura familiar foi tema do II Seminário Mulheres Rurais, realizado nesta segunda-feira (27), no Centro Territorial de Educação Profissional Recôncavo II Alberto Torres (Cetep II), em Cruz das Almas.
A atividade reuniu cerca de 100 mulheres de municípios do Recôncavo, como São Félix, São Felipe, Cabaceiras do Paraguaçu, Maragogipe, Muritiba, Sapeaçu e Governador Mangabeira. O seminário foi promovido pelo Instituto Agrovida, em parceria com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e Ambiental (Idram), com apoio da Secretaria das Mulheres do Estado (SPM) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Durante o encontro, a SPM apresentou ações do programa Elas à Frente, voltado à autonomia econômica e inclusão socioprodutiva das mulheres rurais, além de iniciativas de prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
A secretária das Mulheres do Estado, Camilla Batista, destacou a importância das mulheres no desenvolvimento sustentável e na segurança alimentar. Segundo ela, as políticas públicas devem integrar diferentes áreas. “O fortalecimento das mulheres rurais passa por uma abordagem que articula produção, cidadania, saúde e proteção social”, afirmou.
Entre as ações citadas estão editais como Elas que Produzem, Elas que Alimentam e iniciativas voltadas a comunidades quilombolas, que buscam ampliar a participação feminina na cadeia produtiva e incentivar a geração de renda.
Outro destaque foi a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que atualmente atende 570 famílias, sendo 70% compostas por mulheres. Também foram abordadas ações como regularização de documentação rural e feiras de saúde, que levam serviços essenciais às comunidades.
A presidenta do Instituto Agrovida, Juliana Catureba Souza, afirmou que o objetivo do evento é aproximar as mulheres das políticas públicas. Já a coordenadora do Idram, Fabiana Paranaguá, destacou a importância de dar visibilidade às trabalhadoras rurais.
Participante do seminário, a agricultora Ana Claudia de Santos Silva ressaltou a relevância do encontro. “A gente precisa desses momentos para aprender e ter acesso a oportunidades”, disse.


