Síndico no Residencial Parque Universitário II, em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador (RMS), Mário Nobre relembra com surpresa das vezes em que recebeu relatos de aparecimento de escorpiões no terceiro andar de prédios do conjunto. “Imagine um animal desses chegando até uma altura dessas”, conta, com ar de incredulidade.
De acordo com ele, a razão disso não está nas simples habilidades de “escalada” do aracnídeo, e sim na coleta de lixo da cidade. Mário reclama que os bichos aparecem por causa da demora da Jotagê, empresa responsável pelo serviço, em retirar os resíduos descartados pela população. “Isso atrai baratas, principal alimento dos escorpiões”, diz o síndico.
Apesar das críticas que recebe pelo serviço no município, a Jotagê tem contrato de R$ 21,8 milhões com a prefeitura para coleta de resíduos sólidos. A cifra é vultosa, como tem se tornado cada vez mais comum em negócios do tipo.
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Mas os valores milionários que municípios baianos têm desembolsado na contratação de empresas com este fim entraram no radar do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
Segundo a coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama) do órgão, promotora Cristina Seixas, o combo contratos milionários-fiscalização frouxa do cumprimento deles pelas administrações municipais abre brechas para irregularidades. (A Tarde)





