Servidores da Educação de Uauá relatam não ter recebido salário de dezembro de 2020: ‘Quero meu dinheiro’

Servidores da Educação municipal de Uauá, cidade do norte da Bahia, relatam que o ex-prefeito encerrou o mandato de 2020 sem pagar o salário de dezembro. Além disso, eles dizem que empréstimos consignados estão sendo descontados em folha e não estão sendo repassados ao banco.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (APLB-sindicato), Uauá possui ao todo 400 trabalhadores da Educação, e muitos deles ficaram sem o salário de dezembro.

“O que ocorreu no ano de 2020, no mês de dezembro: professores e demais servidores da Educação não receberam o seus salários, aquilo que faz jus ao seu trabalho, aquilo que paga suas contas e que alimenta suas famílias”, afirmou Nanci Rodrigues, coordenadora da APLB-sindicato de Uauá.

A professora Elisângela Oliveira exigiu o pagamento e disse que o município deve explicações à categoria.

“Por favor, dê uma explicação com o salários de todos os servidores públicos do município de Uauá. Na conta, não quero falas, não quero falácias, quero meu dinheiro””, desabafou.

Em nota, a antiga gestão da cidade afirmou que os recursos do Fundeb não foram suficientes para arcar com todas as despesas de pessoal, e que o município retirou da fonte ordinária mais de R$ 22 milhões para complementar a folha de pagamento desses trabalhadores. Disse também que o Fundeb repassou no mês de dezembro mais de 269,8 mil, que deu pra pagar parte do pessoal, mas não todos os trabalhadores da área da Educação.

Com relação aos empréstimos consignados, a nota diz que foram repassados para o banco responsável mais de R$ 121 mil.

Também em nota, a atual gestão da cidade disse que a responsabilidade do pagamento do salário do mês de dezembro era da gestão antiga. Disse ainda que devem arcar com os pagamentos a partir deste mês de janeiro.

A atual gestão disse ainda que solicitou uma auditoria ao Tribunal de Contas, para avaliar a situação financeira do município. Eles afirmaram ainda que, só em dezembro, o município arrecadou mais de R$ 6 milhões e que não há justificativa para o não pagamento dos salários. (G1)