O Sindicato dos Rodoviários de Salvador divulgou uma nota nesta sexta-feira (30) para contestar as acusações de envolvimento na retenção de ônibus nas garagens durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). A manifestação ocorreu após a divulgação de áudios atribuídos ao presidente interino da categoria, Fábio Primo, com orientações para adesivar veículos do transporte público.
Na nota, o sindicato afirmou que não aceitará ser responsabilizado sem comprovação e criticou tentativas de atribuir à entidade e aos seus dirigentes os problemas registrados na operação do transporte. A representação dos trabalhadores também defendeu que os fatos sejam apurados com transparência.
Os áudios foram divulgados pelo portal Informe Baiano na quinta-feira (29). Nas gravações, integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) aparecem articulando a distribuição de materiais e a aplicação de adesivos nas garagens das empresas de ônibus.
No domingo da votação, imagens de câmeras de segurança registraram homens colocando adesivos do PT em veículos que estavam nas garagens. A Prefeitura de Salvador apontou a necessidade de retirar o material e higienizar os ônibus como motivo para o atraso na saída de parte da frota.
Em posicionamento anterior, o sindicato já havia negado responsabilidade pelos atos registrados. Na nova manifestação, voltou a repudiar o que classificou como tentativas de distorcer os acontecimentos e utilizar politicamente o episódio.
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