Últimas Notícias sobre desigualdade de gênero

Apesar de representarem 52% da população brasileira, as mulheres continuam em desvantagem no mercado de trabalho. Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que apenas 44,9% das mulheres com 14 anos ou mais estavam ocupadas, contra 62,9% dos homens. Com isso, elas compõem apenas 43,6% da força de trabalho no país.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O Brasil tem hoje menos homens do que mulheres, segundo dados da PNAD Contínua 2024 divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (22). A pesquisa aponta que, em média, há 92 homens para cada 100 mulheres no país, um desequilíbrio que se acentua conforme o avanço da idade.

A Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2023, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe um dado preocupante: apenas 25,12% dos 417 municípios da Bahia possuem políticas públicas específicas para mulheres. O estudo evidencia uma desigualdade significativa no acesso a serviços e programas voltados ao gênero, especialmente nas cidades de menor porte.

Reprodução: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) divulgado hoje (28) em Santiago, no Chile, afirma que as desigualdades de gênero são obstáculo ao desenvolvimento sustentável na região e que as mudanças no cenário são manifestação de urgência em avançar na direção de modelos que dêem maior autonomia às mulheres.

Foto: Mike Hutchings/Reuters

Mesmo dentro da família, mulheres continuam sofrendo violência e desigualdade de gênero: é o que aponta um relatório da ONU Mulheres divulgado nesta terça-feira (25), com o título “O Progresso das Mulheres no Mundo 2019-2020: Famílias em um mundo em mudança”. “Famílias são um fator que faz a diferença para meninas e mulheres. Nenhuma instituição tem mais significância para nós do que a família — é o lugar para onde vamos para sermos nutridas e recebermos apoio”, afirmou Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, durante a cerimônia de lançamento do relatório. Mas nem sempre esse apoio é encontrado, mostra o relatório. Entre as principais conclusões da ONU estão a divisão desigual da renda familiar — as mulheres ainda contribuem com menos de metade dela e acumulam ainda menos bens.

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