Tartaruga é achada morta em praia do sul da Bahia após ficar presa em rede de pesca

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Tartaruga da espécie Oliva foi achada morta em praia de Uruçuca, no sul da Bahia, na segunda-feira (5) — Foto: Divulgação/Projeto A-Mar

Uma tartaruga foi achada morta na praia do Sergi, na cidade de Uruçuca, sul da Bahia. Conforme o Projeto A-mar, responsável pela conservação marinha da região, a tartaruga morreu na segunda-feira (5). Já são 81 animais da espécie mortos só neste ano na região.

De acordo com informações de Wellington Laudano, sub-coordenador do projeto, a tartaruga reprodutora era da espécie Oliva e tinha mais de 78 cm de carapaça. Conforme analisado por integrantes do projeto, o animal foi vítima de emalhe em rede de pesca de arrasto, quando a rede tem forma de saco e os pescados (peixes, crustáceos e demais animais) são puxados a uma velocidade onde os animais ficam retidos na rede.

“Nesse emalhe, às vezes, o animal só pode estar atordoado e termina desmaiando. Existem técnicas de ressuscitação, o que não ocorreu nesse caso”, explicou Wellington.

Ele disse ainda que desde 1994 é obrigatório o uso de um dispositivo que permite que tartarugas sejam ejetadas antes de chegarem ao fundo da rede. Este dispositivo é chamado de TED (Turtle Excluder Device), um dispositivo de exclusão de tartaruga. O dispositivo é uma grade circular de metal implantada na rede. Assim as tartarugas marinhas podem escapar se forem capturadas.

Laudano contou também que foi notado pela equipe do A-mar que a tartaruga foi perfurada, e que essa foi a provável causa da morte do animal.

“Usaram material perfuro-cortante para entrar água no animal e se livrarem da tartaruga. A tartaruga perde chance de vida. Ela era reprodutora, provavelmente ia desovar. Essa espécie, a Oliva, está em situação vulnerável de extinção, e para entrar em estado crítico pode ser de uma hora para outra”, explicou Laudano.

Wellington disse ainda que, na região, já é possível ver o desequilíbrio ambiental por conta da morte de tartarugas. “As pessoas estão reclamando que são queimadas por água viva, mas o número delas não está aumentando, são as tartarugas que estão morrendo e não tem quem coma a água-viva. Estamos a cada dia diminuindo a capacidade de equilibrar o meio”, afirmou.

Integrantes do projeto identificaram que tartaruga achada em Uruçuca foi perfurada na Bahia — Foto: Divulgação/Projeto A-Mar
Integrantes do projeto identificaram que tartaruga achada em Uruçuca foi perfurada na Bahia — Foto: Divulgação/Projeto A-Mar

(G1/BA)

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