O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal colha depoimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, para então decidir se abrirá inquérito para investigar possível crime de homofobia. Em entrevista publicada em 24 de setembro, o pastor afirmou que não era necessário discutir questões de gênero ou homossexualidade nas escolas porque se tratava de um contexto de desajuste familiar.
“Acho que o adolescente que, muitas vezes, opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminhar por aí. São questões de valores e princípios”, declarou o ministro.
Depois da entrevista, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, pediu que o STF instaurasse inquérito em razão das manifestações depreciativas com relação à orientação sexual homoafetiva. Na avaliação da PGR, as declarações podem caracterizar infração penal ao induzir ou incitar discriminação ou preconceito.
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Após a entrevista, o ministro Milton Ribeiro disse que não tinha intenção de discriminar ou incentivar a discriminação em razão da orientação sexual. Além disso, segundo ele, trechos da fala foram retirados de contexto. O ministro ainda pediu desculpas e disse respeitar todo cidadão brasileiro.
De acordo com informações do G1, Toffoli afirmou que caberá à PGR fazer avaliação preliminar do caso. O depoimento poderá ajudar o órgão a formar seu convencimento. (Bahia Notícias)





