Trump diz que grávidas não devem tomar Tylenol e associa a risco de autismo

Presidente dos EUA afirmou que FDA notificará médicos sobre possíveis riscos; estudos sobre a relação entre paracetamol e autismo ainda não são conclusivos

Foto: Divulgação/Casa Branca/Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22) que a FDA (Food and Drug Administration) irá notificar médicos sobre o uso de Tylenol durante a gravidez, alertando que o medicamento “pode estar associado a um risco muito maior de autismo”.

Durante o anúncio no Salão Oval, Trump destacou que gestantes devem limitar o uso de Tylenol, exceto quando clinicamente necessário, como em casos de febre. Ele ressaltou que o medicamento é considerado a única opção de venda livre segura para dor ou febre durante a gestação, já que outras alternativas, como ibuprofeno ou aspirina, podem gerar complicações graves.

O presidente fez o anúncio acompanhado de autoridades de saúde, incluindo Robert F. Kennedy Jr., Dr. Marty Makary e Dr. Mehmet Oz, agradecendo a Kennedy por trazer o tema à vanguarda da política americana.

A fabricante do Tylenol, Kenvue, emitiu nota negando a associação entre o medicamento e o autismo. A empresa afirmou que o paracetamol continua sendo a opção mais segura de analgésico para gestantes e recomendou que mulheres grávidas conversem com seus médicos antes de tomar qualquer medicação de venda livre. Segundo a companhia, pesquisas de mais de uma década não comprovaram relação confiável entre o uso do medicamento e o autismo.

Especialistas afirmam que o autismo resulta de múltiplos fatores e que a ciência sobre a possível conexão com o paracetamol ainda não é conclusiva.

google news
senac