Trump envia tropas ao Caribe contra cartéis e tarifaço atinge economia brasileira

Ação militar de Trump no Caribe intensifica combate ao narcotráfico e coincide com tarifaço que ameaça economia baiana

Trump ordenou o envio de militares das forças aéreas e navais para o Mar do Caribe Meridional - Foto: Mandel Ngan / AFP

O governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou o envio de militares das forças aéreas e navais para o Mar do Caribe Meridional, segundo informou a Agência Reuters nesta quinta-feira (14). A medida, segundo o governo norte-americano, tem como objetivo “lidar com ameaças à segurança nacional dos EUA vindas de organizações narcoterroristas especialmente designadas na região”.

Trump já havia manifestado interesse em usar as Forças Armadas para combater quadrilhas de traficantes latino-americanas que foram classificadas como organizações terroristas globais. A repressão aos cartéis é uma das prioridades do governo, fazendo parte de um plano mais amplo que envolve controle da imigração e proteção da fronteira com o México.

Intensificação da ofensiva

Nos últimos meses, os EUA enviaram pelo menos dois navios de guerra para apoiar ações de segurança de fronteira e de combate ao tráfico de drogas. Entre os grupos já designados como terroristas estão o Cartel de Sinaloa (México) e o Tren de Aragua (Venezuela). As forças norte-americanas também vêm ampliando a vigilância aérea sobre cartéis mexicanos para reunir informações estratégicas.

Trump chegou a oferecer o envio de tropas americanas ao México para reforçar o combate ao narcotráfico, proposta que foi recusada pelo governo mexicano.

Tarifaço atinge Brasil

A movimentação militar ocorre em meio à tensão comercial entre Brasil e EUA. No último dia 9 de julho, Trump anunciou um tarifaço sobre produtos brasileiros com base na justificativa de “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A taxa, oficializada em 30 de julho, foi adiada para ter início em 6 de julho — com expectativa inicial para agosto — e deve gerar prejuízos significativos. Além de impedir a exportação de produtos já prontos para envio, a medida pode provocar um efeito cascata na economia, afetando desde grandes produtores até pequenos negócios, especialmente na Bahia.

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