Vídeo: Paciente com a covid-19 em S. A. de Jesus conta sua luta contra a doença e elogia o Hospital Incar

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Foto: Voz da Bahia

O programa Meio-Dia e Meia, na Live do Voz da Bahia dessa segunda-feira (01) a santoantoniense Tayse Coutinho contou sua experiência e as mudanças que ocorreram na sua vida após a contaminação da covid-19.

Inicialmente Tayse explica que não tem conhecimento de onde e como pegou a doença, “o primeiro momento eu comecei a sentir os sintomas de leve, como tosse e incômodo na garganta. Na quinta-feira (14/05) à tarde eu iniciei com essa coceira na garganta, além de uma tosse seca, então quando foi na sexta-feira (15/05) eu acordei com muita dor no corpo e fiquei em casa me resguardando para ver o que iria acontecer, quando foi no sábado (16/05) eu amanheci sem olfato e sem o paladar, foi quando eu achei estranho, conversei com minha médica, ela me orientou a ir ao Hospital Incar. Me dirigir até lá e fiz o exame da covid-19. Mas se você me perguntar como foi que eu peguei? Eu realmente não sei, realmente é um inimigo invisível”, disse.

Tayse ainda explica que já não vinha tendo contato com muita gente, “meu caminho era do trabalho para casa, então se eu passei por alguém não tem como saber. No momento que eu senti os primeiros sintomas eu me resguardei e aí houve o cuidado de fazer o teste com as outras pessoas que tiveram contato comigo”, declara.

Coutinho explica que o marido também foi contaminado pela covid-19, “no domingo (17/05) ele iniciou os sintomas, febre, dor no corpo, foi aí que a gente se juntou no quarto e nos separamos dos meninos. Eu fiz o teste sábado, só que tem a demora, então eu só recebi na sexta, ou seja, 8 dias praticamente e Marcos fez o exame na terça e os dois deram positivos”, pontuou.

A jovem afirma ainda que mesmo sem apetite procurava se alimentar e cuidar da sua saúde e principalmente da saúde do seu marido e dos seus filhos, “eu fiquei muito preocupada com os meus filhos, com meu esposo e acho até que me preocupei mais com eles do que comigo mesma. Fiquei preocupada também com minha mãe porque ela teve contato comigo, porque como eu peguei não sei como, eu fiquei muito preocupada com isso, ela fez o teste mais preciso e graças a Deus que o teste da minha mãe deu negativo e ela está muito bem”, relatou.

Sobre os medicamentos receitados pelo médico, Tayse Coutinho conta que devido ao incômodo no olfato precisou usar antialérgico, “eu tive uma queda de oxigenação no sangue e falta de ar, por isso precisei tomar antibiótico, mas não foi cloroquina como todo mundo fala e a questão da alimentação, que sempre vem prevalecendo. O Marcos precisou de um cuidado maior; ele precisou tomar mais algumas medicações, precisava por causa da trombose e pelo fato dele ser hipertenso, ele precisou de algumas medicações mais fortes”, expôs.

Coutinho afirma que sentiu verdadeira presença de Deus nesse momento do vírus, ” eu senti a presença Dele real em minha vida e pude perceber o quanto Ele me ama e quanto cuidou de mim e da minha família, por isso eu só tenho a agradecer a todas as pessoas que oraram pela gente, porque eu senti isso verdadeiramente no meu coração, uma fortaleza que tenho certeza que não vem de mim”, pronunciou.

Com relação ao amparo da Secretaria Municipal de Saúde do município, Tayse Coutinho expressa que a falha está no monitoramento, “eu acho que o monitoramento ele tem que ser antes, então eu não recebi a ligação de ninguém antes, o único contato que venho tendo sempre é com o Incar que está fazendo um trabalho excelente e eu sou grata a Deus porque nós somos assistidos pelo convênio, mas eu fico pensando naquelas pessoas que não tem convênio. Desde quando eu iniciei tive uma enfermeira que ligava para mim todos os dias para saber da minha situação, mesmo ainda sem saber o resultado do exame e eu acho que isso é um verdadeiro cuidado. Tive sintomas, mas conheço uma pessoa que não teve sintomas nenhum, então se esse cidadão não tiver a consciência e resolvesse ficar em casa esperando o resultado do exame, poderia ter manifestado mais dessa doença para outros indivíduos, graças a Deus ela teve consciência que de se resguardar mesmo sem sentir nada”, concluiu.

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Reportagem: Voz da Bahia

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