A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Feira de Santana registrou um aumento no índice de estupros no município em 2019. Foram registrados 70 estupros, 17 a mais do que em 2018. As informações são do portal Acorda Cidade.
A delegada Edileuza Suely apresentou um balanço dos dados da delegacia em 2019 e, segundo ela, o aumento do índice se refere especificamente ao número de registros de estupros acontecidos entre parceiros. Ou seja, relações não consentidas pela vítima entre namorados, esposos e companheiros.
Tais situações também são consideradas pela lei como estupro e ela ressaltou ainda que, a cada dia, as mulheres estão mais encorajadas a denunciar. “Nós temos um número aumentado de registros, exatamente por essa coragem da mulher denunciar os seus próprios parceiros. O estupro doméstico é aquele ato sexual onde a mulher não quer manter aquela relação com o seu marido, com o seu namorado, com o seu ficante, com o seu parceiro, seja ele quem for. No entanto, ele a força mantém essa relação. Essa mulher está vindo para delegacia, está denunciando, nós estamos apurando e esse fato é enquadrado como estupro”, disse.
- Vídeo: Augusto Cury diz que não apoiará Lula nem Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno
- Jerônimo Rodrigues e ACM Neto estão tecnicamente empatados na véspera do primeiro turno
- Vídeo: Conceição Gonzalez rebate fala do pastor Reinaldo do Aprisco de SAJ e afirma: “Jesus sempre pregou o amor, o perdão, a compaixão”
“É bom que sirva de alerta para os homens, para que tenham essa compreensão, para que eles tenham esse entendimento, de que esse ato sexual não consentido pela sua parceira é enquadrado como crime de estupro, que é um crime de uma pena considerável”, avisou.
Sobre os estupros que acontecem fora das residências, Edileuza relatou que a polícia está em campo com o objetivo de colocar os acusados na cadeia. Existem algumas autorias definidas e inquéritos já concluídos.
A delegada pontuou também que outro índice que aumentou foi referente a medida protetiva. Em 2018, foram 489 registros e, em 2019, o número subiu 607. Na opinião dela, essa realidade também demonstra que a mulher está tendo mais confiança em denunciar os ex-companheiros. “A mulher está se encorajando, porque infelizmente temos visto que a violência tem aumentado. Não só em números, mas também nos requintes de crueldade”, avaliou.
“A mulher, diante dessa realidade, tem se encorajado, tem vindo à Deam e tido uma resposta positiva. Por isso, nós vemos o acréscimo no número de medidas protetivas. Porque elas são deferidas rapidamente pelo Judiciário. Isso deixa a mulher em uma situação muito mais confortável. E também pela nossa atuação, visto que, após o deferimento da medida protetiva, desobedecendo essa medida, esse autor vai ser preso”, ressaltou.
“Nós vemos que os autores também recuam, porque a resposta está sendo dada e eles estão sendo punidos. A vítima tem a sua resposta, tem o processo, que dá para ela esse acolhimento e segurança. Nós temos o plantão 24h, diuturnamente atendendo essas vítimas”, disse a delegada.







