Hospitais do país passaram a descartar a cloroquina e a hidroxicloroquina de seus protocolos médicos sobre a doença causada pelo novo coronavírus, informa reportagem do portal UOL.
Segundo a publicação, o abandono ocorre pela falta de bons resultados em estudos clínicos e a percepção de que os medicamentos não têm eficácia no tratamento contra a Covid-19.
A reportagem destaca que a decisão desses hospitais contraria o novo protocolo do Ministério da Saúde, que na semana passada expandiu, sem nenhuma comprovação científica, o uso da medicação para pacientes na fase inicial da doença, como defende o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
- São João de Pojuca: Prefeitura cancela shows de Tayrone, Neto Brito e outras atrações após recomendações de órgãos fiscalizadores
- Americanas demite mais de 4 mil funcionários e mantém plano de reestruturação financeira em 2026
- Triagem para Pequenas Cirurgias será realizada nesta sexta-feira (5) em Salvador com 50 vagas disponíveis
Dois dias após a decisão do ministério, a maior pesquisa já publicada no mundo sobre a cloroquina apontou que a droga não oferece benefícios e traz riscos cardíacos aos pacientes com Covid-19. Com base nesse estudo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a suspensão dos testes com a cloroquina por conta dos riscos aos pacientes.
Antes mesmo da conclusão de estudos mais aprofundados, médicos e hospitais ouvidos pelo UOL apontaram a ineficácia do remédio e alertaram para os riscos.
Algumas unidades de saúde chegaram a inserir a cloroquina no protocolo, mas ela foi retirada pouco tempo depois.
À publicação, Frederico Jorge Ribeiro, coordenador de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HSE (Hospital dos Servidores do Estado), no Recife, disse que a droga chegou a ser usada nos primeiros pacientes. Como não se viu qualquer benefício, no dia 29 de março o remédio foi retirado do protocolo.
“Já naquela época não evidenciamos resultados que mostrassem a efetividade da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. Usamos em alguns pacientes do HSE, com resultados frustrantes. Além disso, a cloroquina tem o potencial de provocar arritmias, que é agravado com o uso concomitante de azitromicina. Por isso, suspendemos o uso”, afirmou ao UOL. (Bahia.Ba)


