Estudiosos citam necessidade de regulação da mídia, mas destacam países democráticos como parâmetro

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A fala do ex-presidente, e pré-candidato ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a pretensão de, caso eleito, regular os meios de comunicação do país, feita em entrevista à Rádio Metropole, causou muitos questionamentos e polêmicas. Associada por muitos como uma possível censura, especialistas da área negam que a regulamentação teria essa consequência. Segundo Lula, a lei atual é de 1962.

Professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), o jornalista Eugênio Bucci acredita que a ação é necessária no Brasil e citou o funcionamento de medidas similares nas principais nações democráticas do mundo. “Eu sempre falei que nós precisamos, no Brasil, de um marco regulatório democrático para as comunicações, nos moldes já adotados nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, e em vários países democráticos”.

Comparando também com os países que utilizam a regulamentação, o professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), vê a proposta como positiva para o Brasil. Segundo ele, a ação fortaleceria a democracia e é preciso que a lei seja atualizada para que ela corresponda à influência atual dos meios de comunicação na sociedade.

“Como os meios de comunicação podem fazer parte do processo civilizatório e de formação de personalidade, principalmente de crianças e adolescentes, nesse contexto das novas tecnologias,  é importante termos esses parâmetros. A sociedade brasileira saiu da ditadura, mas os grandes veículos nacionais ainda são extremamente conservadores e bloqueiam as discussões. É um erro pensar que toda vez que vem regulamentação é para promover censura. A gente tem essa perspectiva de que é ou terreno livre ou censura, mas, entre um extremo e outro, há toda uma avenida. Eu acho que é importante nos desafios da vida democrática que o país enfrenta, isso poderia ajudar muito”, avalia. (Metro1)

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