Em cerimônia de posse na subseção de SAJ, presidente da OAB ao Voz da Bahia avisa que o ensino jurídico está muito deficiente

Dr. Fabrício Castro presidente da OAB/BA – Foto: Voz da Bahia

Na noite desta terça-feira (29), na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) subseção de Santo Antônio de Jesus aconteceu à cerimônia de posse do advogado Dr. Adriano Balbino e sua diretoria, substituindo o ex-presidente Dr. Humberto Vieira, que esteve à frente na gestão passada da instituição. Dr. Adriano falou ao Voz da Bahia e explicou como pretende conduzir a subseção neste triênio. “É com serenidade que a gente estar assumindo esse cargo, porque a gente vai procurar unir a classe e com essa união a classe da OAB vai se tornar uma classe mais forte e isso vai fazer com que o serviço seja muito melhor junto com MP (Ministério Público), com a delegacia e outros órgãos, consequentemente o trabalho vai melhorar”, disse.

Cerimônia de Posse do Dr. Adriano Balbino na OAB/subseção de SAJ

Presidente da OAB-BA: Estave presente também a cerimônia, o Dr. Fabricio Castro, presidente eleito da OAB-BA, substituindo Luiz Viana na gestão da Ordem. Castro veio de Salvador prestigiar a posse de Dr. Balbino. Na oportunidade, em entrevista ao Voz da Bahia, Dr. Fabrício demonstrou sua satisfação em está ao evento, “é uma alegria grande prestigiar a posse de Dr. Adriano Balbino e prestigiar toda diretoria que vai tocar os destinos aqui da região”, expôs. 

Eleição da OAB na Bahia: Na ocasião, Castro também comentou o que foi a sua eleição na OAB-BA, afirmando que o caminho até a presidência foi construído com muito trabalho, mas que ao mesmo tempo foi algo natural, “não foi um sonho, foi uma construção natural. Eu entrei na Ordem e aos poucos fui recebendo missões e cumprindo as missões que me foram dadas, de forma que foi muito natural essa caminhada, resultado de uma história de trabalho”, explicou. (Dr. Fabricio Castro disputou a eleição da OAB-BA com o advogado Gammil Föppel, relembre aqui).  

O seu antecessor: O presidente da OAB/BA explanou ainda sobre a gestão do seu antecessor, o advogado Dr. Luís Viana, afirmando que a gestão de Viana voltou os olhos da Ordem para o interior, “eu participei ativamente da gestão de Luís Viana e desde então a OAB tem olhado para o interior com outra visão, a gente costuma dizer que o interior agora tem vez e voz e também tem sedes. Aqui em Santo Antônio, por exemplo, foi a primeira sede construída e vamos continuar na mesma pegada, de valorizar a advocacia do interior, de valorizar o colega do interior, e Santo Antônio em especial pode ficar muito tranquila”, assegurou. Para o advogado o fato de Luís Viana agora vir assumir como vice-presidente do Conselho Federal de Advocacia no Brasil, irá fortalecer a presença da Bahia no âmbito nacional, “está sendo eleito agora no dia 31, vice-presidente do Conselho Federal. Um sucesso muito grande para a OAB/ BA porque a presença dele no Conselho vai oferecer muita força para a OAB, e eu espero que no próximo triênio com Dr. Luís Viana no Conselho Federal a gente tenha muito mais força”, garantiu.

Novos advogados no Estado: Outro assunto comentado por Castro foi à questão da formação de novos advogados no Estado. Ele afirmou que durante sua gestão buscará aumentar a fiscalização em faculdades que oferecem o curso de Direito procurando elevar o nível do ensino jurídico, “hoje a gente tem um ensino jurídico muito deficiente, tanto que o exame da Ordem tem uma reprovação em massa. Nós levantamos a bandeira da qualidade de ensino e vamos fazer uma fiscalização firme. Aquelas faculdades que eventualmente não tenham um bom curso a OAB vai adotar medidas para suspender matriculas nessas faculdades”, protestou.

Posse de armas no Brasil: Recentemente o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) assinou um decreto que flexibiliza a posse de armas no Brasil alterando Estatuto do Desarmamento, de 2004 (leia aqui), sobre esse tema, Dr. Fabrício também interpretou que a Ordem não tem uma posição, mas ainda assim, opinou sobre o a decisão do Presidente, “a OAB não tem uma posição em relação a essa questão das armas, eu pessoalmente sou favorável a politica de desarmamento, eu acho que o armamento não resolve nada à situação de combate a violência no Brasil.”, concluiu.

Reportagem: e Fotos Voz da Bahia

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