Brahma é a cerveja mais consumida no Brasil, mas Heineken domina entre jovens

Pesquisa revela preferências regionais e por faixa etária, com sabor sendo o principal fator na escolha da bebida.

As garrafas verdes da Heineken podem ser facilmente encontradas em bares e baladas, associadas à ideia de modernidade e sofisticação. Porém, engana-se quem acredita que a marca holandesa é a líder absoluta no mercado brasileiro de cervejas.

Um levantamento realizado pela Brazil Panels em parceria com a agência Conexão Vasques revelou que a Brahma, uma cerveja brasileira, é a mais consumida no país.

A pesquisa, conduzida em novembro com 1.715 pessoas de todas as regiões do Brasil, apontou que 43,1% dos entrevistados preferem a Brahma, enquanto a Heineken ficou em segundo lugar, com 40,6%. Confira o ranking das cervejas mais consumidas no Brasil:

  1. Brahma – 43,1%
  2. Heineken – 40,6%
  3. Skol – 36,6%
  4. Amstel – 33,2%
  5. Budweiser – 28,8%
  6. Antarctica – 27,6%
  7. Itaipava – 26,5%
  8. Stella Artois – 18%
  9. Petra – 16,7%
  10. Original – 16,4%

No entanto, a preferência pela Heineken varia conforme a faixa etária. A marca lidera entre os jovens de 18 a 24 anos (68,8%) e de 25 a 34 anos (61,1%). Por outro lado, a Brahma domina entre consumidores mais velhos: 44% dos entrevistados entre 35 e 44 anos, 42,6% na faixa de 45 a 54 anos, 44% de 55 a 64 anos, e 34,5% entre aqueles com mais de 65 anos.

As preferências também variam de acordo com a região do país. A Heineken lidera no Nordeste (49,7%) e no Centro-Oeste (41%). Já a Brahma é mais consumida no Sudeste (48,1%), enquanto a Skol é preferência no Norte (51,2%) e a Amstel no Sul (37,2%).

Outro aspecto analisado foi o consumo por classe social. A Heineken é mais popular entre as classes A e B, enquanto a Brahma domina entre as classes C, D e E, acompanhada de perto pela Skol nas classes mais baixas.

Quando perguntados sobre o principal fator na escolha da cerveja, 61,6% dos entrevistados apontaram o sabor como determinante. Outros critérios citados foram: preço (17,1%), qualidade premium (11,1%), tradição (7%) e disponibilidade (2,5%).

Esses dados revelam um mercado diversificado, onde as escolhas refletem não apenas gosto pessoal, mas também fatores como idade, região e poder aquisitivo.

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