O cardeal filipino Luis Antonio Tagle, um dos nomes mais cotados para suceder o papa Francisco, evitou cantar os trechos mais sensíveis de uma apresentação religiosa que viralizou nas redes sociais nos últimos dias.
Segundo o jornal italiano La Stampa, fontes próximas ao religioso revelaram que ele pulou partes que falavam diretamente sobre outras religiões e abreviou o canto, como forma de contenção de danos.
A viralização ocorre em um momento delicado para o Vaticano, já que a saúde do papa Francisco tem alimentado especulações sobre um futuro conclave.
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O episódio aumentou o temor de que o vídeo seja usado por opositores para desgastar a imagem de Tagle, que tem se destacado como figura global na Igreja e mantém bom trânsito entre cardeais de diferentes partes do mundo.
Tagle foi um dos nomes mais comentados durante o conclave de 2013, que elegeu o papa Francisco. Desde então, tornou-se um de seus principais aliados e ocupa hoje um posto estratégico no Vaticano: o da Congregação para a Evangelização dos Povos, órgão responsável por coordenar as atividades missionárias da Igreja e manter a relação direta com cardeais de vários países.
Popular no meio católico, especialmente entre os fiéis da Ásia, o cardeal é frequentemente chamado de “Francisco asiático” por seu estilo simples, comunicação acessível e afinidade com as pautas sociais promovidas pelo atual pontífice.
Ainda assim, enfrenta resistências entre setores mais conservadores da Igreja, o que faz com que qualquer exposição pública, como a recente, seja cuidadosamente observada.


