A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que afastou novamente Ednaldo Rodrigues da presidência da entidade.
O pedido foi enviado ao ministro Gilmar Mendes, que já havia garantido a permanência de Ednaldo no cargo em decisões anteriores.
O afastamento foi determinado pelo desembargador Gabriel Zefiro, que apontou uma possível falsificação da assinatura do ex-vice-presidente Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, em um acordo homologado pelo próprio STF em fevereiro deste ano.
Na mesma decisão, o magistrado nomeou o vice-presidente Fernando Sarney, autor do pedido de afastamento, como interventor da CBF.
O acordo questionado encerrou uma disputa judicial sobre a eleição de Ednaldo e havia sido validado por Gilmar Mendes. Porém, em 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) já havia decidido pela saída de Ednaldo com base em supostas irregularidades nas eleições da entidade e na alegada ilegalidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público.
A nova reviravolta no caso reacende a crise institucional dentro da CBF. A defesa de Ednaldo Rodrigues nega qualquer irregularidade e busca manter sua gestão, alegando que a decisão do STF, que validou o acordo com o MP, tem força legal superior à nova determinação da Justiça estadual.
O caso está agora nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que poderá decidir novamente sobre a permanência ou não de Ednaldo no comando da entidade máxima do futebol brasileiro.


