Após confusão e invasão de sindicalistas, Câmara de Salvador aprova reajuste para servidores

Votação do Projeto de Lei nº 174/25 foi realizada fora do plenário; sindicalistas invadiram o Centro de Cultura e diretor do Sindseps foi detido

Foto: Antonio Queirós

A Câmara Municipal de Salvador aprovou, nesta quinta-feira (22), em sessão extraordinária, o Projeto de Lei nº 174/25, que trata do reajuste salarial dos servidores municipais.

A votação ocorreu fora do plenário após um grupo de sindicalistas invadir o Centro de Cultura da Casa, interrompendo os trabalhos legislativos com protestos e confusão.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), a medida foi necessária para garantir a segurança dos parlamentares e servidores. “Projeto votado, encerrado, após isso será sancionado pelo prefeito. Agora é pedir o bom senso da bancada de oposição para que haja uma construção de consenso”, afirmou Muniz.

O tumulto teve início durante a tarde, quando representantes dos Sindicatos dos Professores e dos Servidores do Município saíram da Praça Municipal e invadiram o espaço.

Durante a confusão, o diretor do Sindseps, Bruno Carianha, tomou o microfone das mãos do vereador Sidninho (PP), relator da proposta. Segundo relatos, o parlamentar chegou a ser mordido ao tentar recuperar o equipamento. A reportagem tentou contato com Sidninho para confirmar a informação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Carianha foi detido por policiais militares, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), e retirado do local. A PM também foi procurada pela reportagem, mas não respondeu aos questionamentos.

A proposta recebeu seis emendas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — quatro da base governista e duas da oposição — e teve parecer favorável do relator. Com a abstenção da bancada de oposição, o projeto foi aprovado pela maioria dos vereadores presentes.

Carlos Muniz criticou os atos de violência e destacou que a Câmara está aberta ao diálogo: “Essas agressões não são feitas por verdadeiros sindicalistas, são feitas por baderneiros. Quem quiser negociar, deve seguir os trâmites legais e o caminho do diálogo”, completou.

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