O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou nesta quinta-feira (19) a destruição causada pela guerra na Faixa de Gaza ao estado em que encontrou o Brasil após assumir o governo em 2023, sucedendo Jair Bolsonaro (PL).
Em entrevista ao podcast do rapper Mano Brown, Lula disse que o país estava “semidestruído” e citou o fim de ministérios estratégicos no governo anterior.
“De vez em quando olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que encontramos. Aqui a gente não tinha mais Ministério do Trabalho, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, da Cultura”, afirmou o presidente. Segundo ele, o desmonte foi deliberado, com o objetivo de enfraquecer a organização social: “Tinha sido uma destruição proposital.”
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Lula também retomou críticas ao conflito entre Israel e o Hamas, reforçando sua defesa da criação de um Estado palestino. O presidente brasileiro tem classificado a situação em Gaza como “genocídio” e, em encontros internacionais, vem cobrando mudanças no Conselho de Segurança da ONU.
“A organização não pode ser a mesma de 1945”, declarou em discurso recente ao lado do presidente francês Emmanuel Macron.
Durante a Cúpula do G7, realizada nesta semana no Canadá, Lula voltou a criticar a guerra em Gaza e o uso da fome como ferramenta de combate.
“Nada justifica a matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças”, afirmou o presidente. Ele também mencionou os conflitos na Ucrânia, chamando a atenção para a necessidade de respostas multilaterais mais eficazes diante das crises internacionais.





