PF investiga golpe com sites falsos do Enem que lesou mais de 35 mil candidatos

Fraude arrecadou ao menos R$ 3 milhões entre maio e junho; vítimas pagaram taxa de inscrição via Pix, mas não foram inscritas oficialmente no exame

Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Só Oficial, com o objetivo de desarticular um esquema de fraude que afetou mais de 35 mil candidatos durante o período de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024.

Os golpistas criaram sites falsos que imitavam o ambiente oficial do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), induzindo os estudantes a pagar a taxa de inscrição, no valor de R$ 85, via Pix para contas de uma empresa não autorizada.

O golpe foi aplicado entre os dias 27 de maio e 14 de junho de 2024, período oficial das inscrições. De acordo com a investigação, o grupo criminoso arrecadou pelo menos R$ 3 milhões, transferidos para uma empresa com histórico de reclamações por cobranças indevidas.

A movimentação dos valores foi feita com auxílio de uma fintech, e um dos suspeitos já tinha 15 passagens por estelionato. Além do prejuízo financeiro, muitos dos estudantes lesados não conseguiram concluir sua inscrição real no exame e foram automaticamente excluídos do Enem 2024.

Durante a operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no município de Praia Grande, no litoral paulista. Também foram bloqueados bens dos investigados. As investigações seguem para identificar todos os envolvidos no esquema.

A Polícia Federal reforça o alerta de que as inscrições para o Enem devem ser feitas exclusivamente por meio do site oficial do Governo Federal: enem.inep.gov.br/participante. Os candidatos devem sempre confirmar se o pagamento da taxa foi efetivado em nome do Inep e se a inscrição foi devidamente validada no sistema oficial.

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