A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) repudiou, nesta segunda-feira (28), o anúncio de greve feito pelo Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), previsto para começar na próxima quinta-feira (31).
A paralisação deve atingir profissionais que atuam em unidades estaduais como o Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Roberto Santos, Iperba e as maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino.
Em nota, a Sesab classificou o anúncio do sindicato como “alarmista” e negou que haja qualquer risco de descontinuidade dos serviços. Segundo a pasta, os atendimentos à população seguirão normalmente, inclusive com alternativas legais já apresentadas aos profissionais, como credenciamento por pessoa jurídica e novos editais com contratação sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A mobilização foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada pelo Sindimed na última quinta-feira (24). Conforme informado pelo sindicato, todos os atendimentos eletivos — clínicos e cirúrgicos —, além de casos considerados de menor gravidade (fichas verdes e azuis), serão suspensos. Permanecerão apenas os atendimentos de urgência, emergência e risco de vida.
O principal impasse envolve a substituição dos contratos celetistas. O Sindimed alega que a secretaria não garantiu a manutenção desse tipo de vínculo. A Sesab, por outro lado, afirma que parte dos profissionais já aderiu às novas formas de contratação, sem prejuízo à rotina das unidades, e reiterou seu compromisso com a valorização dos trabalhadores e a continuidade dos serviços de saúde pública.


