O Partido Liberal (PL) comunicou, nesta quinta-feira (27), a suspensão das atividades partidárias e do pagamento do salário de Jair Bolsonaro, presidente de honra da sigla. A decisão ocorre após a condenação definitiva do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou na perda dos seus direitos políticos.
O acórdão do STF, que impôs pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma articulação para tentar reverter o resultado das eleições de 2022, impede Bolsonaro de exercer cargos públicos ou internos de partidos. Diante disso, o PL informou que suas atribuições e remuneração ficarão suspensas enquanto a decisão estiver em vigor.
Bolsonaro está preso preventivamente desde sábado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, sob determinação baseada em risco de fuga e possível ameaça à ordem pública. Antes da prisão, o ex-presidente recebia cerca de R$ 86,5 mil mensais, somando salário partidário, benefícios da Câmara dos Deputados e pensões militares.
Juristas avaliam que a suspensão do salário é consequência direta da perda dos direitos políticos, já que condenados não podem desempenhar funções partidárias. Com o processo principal encerrado, aliados estudam apresentar uma revisão criminal ao STF, embora considerem reduzidas as possibilidades de êxito. Se protocolada, a ação será analisada pela Segunda Turma da Corte, composta pelos ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.


