Organizações internacionais de direitos humanos afirmam que o Irã pode executar o primeiro manifestante detido durante a recente onda de protestos contra o regime. O jovem Erfan Soltani, de 26 anos, teria sido condenado à morte por enforcamento e pode ser executado nos próximos dias, segundo denúncias.
De acordo com as ONGs Direitos Humanos do Irã e União Nacional pela Democracia no Irã, Erfan foi preso na semana passada durante manifestações na cidade de Karaj. A família teria sido informada pelas autoridades de que a sentença já foi definida e que a execução estaria marcada.
Relatos apontam que o jovem ficou detido sem acesso a advogado, não passou por audiência judicial e não teve acusação formal apresentada. Familiares também teriam sido ameaçados para não procurar a imprensa nem denunciar o caso publicamente.
Segundo fontes próximas, após dias sem notícias sobre o paradeiro de Erfan, a família foi autorizada a um encontro rápido, descrito como uma despedida antes da execução. Advogados que tentaram assumir o caso teriam sido impedidos e intimidados por agentes de segurança.
Erfan trabalhava no setor de confecção de roupas e era descrito por conhecidos como alguém apaixonado por moda, esportes e uma vida simples. Para entidades internacionais, o caso acende um alerta para o risco de execuções em massa de manifestantes.
Diretores das ONGs afirmam que a situação lembra episódios graves do passado e pedem que a comunidade internacional pressione o governo iraniano para proteger civis e impedir violações aos direitos humanos.


