Atores processam a Globo por reprises no Globoplay

Foto: Reprodução | Globo

A Globo enfrenta uma série de ações judiciais movidas por atores e atrizes que afirmam não receber valores adequados pelas reprises de novelas e programas disponibilizados no Globoplay, plataforma de streaming da emissora.

Até agora, ao menos três processos vieram a público. O caso mais recente é do ator Victor Fasano, que integrou o elenco de produções como Barriga de Aluguel, O Clone e Caminho das Índias. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele acionou a Justiça alegando ter recebido valores considerados baixos pela disponibilização de O Clone no streaming e pediu a revisão do contrato. A Globo já foi notificada pela Justiça do Rio de Janeiro e deve apresentar defesa.

Outro processo é movido pela atriz Maria Zilda Bethlem, com cerca de 50 anos de carreira. Ela atuou em novelas como Caras e Bocas, Ti-Ti-Ti e Êta Mundo Bom e foi a primeira a levar o tema à Justiça. No processo, que ainda tramita no Tribunal de Justiça do Rio, a atriz afirma que, durante décadas de contrato com a emissora, não existiam cláusulas nem legislação específica sobre pagamentos por reprises em TV paga ou plataformas digitais.

Além deles, o cantor Conrado também entrou com ação judicial. Ele afirma não ter recebido valores por reexibições do programa Os Trapalhões, no qual participou entre 1990 e 1994. O caso também corre na Justiça do Rio de Janeiro.

As ações reacendem o debate sobre direitos autorais e remuneração de artistas na era do streaming.

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