Ivana Andrade se torna a primeira mulher coronel da PM da Bahia e marca novo capítulo na corporação

Oficial do quadro de saúde alcança o posto máximo após 32 anos de carreira e promoção coincide com ampliação do acesso feminino às funções operacionais.

Polícia Militar da Bahia promove primeira mulher ao posto de coronel em 200 anos de história — Foto: PM-BA

A Polícia Militar da Bahia passa a ter, oficialmente, uma mulher no posto mais alto de sua hierarquia. Ivana Teixeira Andrade, de 56 anos, foi promovida a coronel, tornando-se a primeira mulher a atingir o cargo máximo da corporação em mais de dois séculos de história. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado e simboliza uma mudança de paradigma dentro da instituição.

Formada em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Ivana construiu toda a trajetória no Quadro de Oficiais de Saúde (QOS). Longe das operações ostensivas, atuou em funções clínicas e administrativas, chegando à gestão da Odontoclínica da PM. Ao longo de 32 anos de serviço, acumulou experiência técnica, reconhecimento interno e condecorações por tempo de atuação e mérito profissional.

Para alcançar o topo da carreira, concluiu o Curso de Comando e Estado-Maior, etapa exigida para oficiais que ingressam no alto escalão. A nova coronel também reúne medalhas e honrarias concedidas pela corporação, reflexo de uma jornada marcada por disciplina e permanência em um ambiente historicamente masculino.

Representatividade e mudança de cenário

A ascensão de Ivana ocorre em um momento de transformação institucional. A partir de 2025, mulheres passaram a disputar vagas operacionais em igualdade de condições, após adequações às diretrizes nacionais sobre acesso às carreiras militares. Na mesma lista de promoções que elevou Ivana ao posto de coronel, outras 11 oficiais chegaram à patente de tenente-coronel, ampliando a presença feminina em cargos de liderança.

Em declaração após a promoção, Ivana destacou os desafios enfrentados por mulheres na conciliação entre vida pessoal e carreira, ressaltando a importância da resiliência e da permanência. A oficial afirmou sentir-se honrada em ocupar o espaço e expressou o desejo de ver mais mulheres avançando na estrutura de comando.

O marco reforça um movimento de diversificação e modernização dentro da segurança pública baiana, onde a representatividade feminina passa a ocupar posições estratégicas e de decisão.

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