Anvisa e MPF firmam acordo para reforçar combate aos cigarros eletrônicos no Brasil

Parceria terá duração inicial de cinco anos e busca ampliar a fiscalização contra produtos proibidos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram um acordo para fortalecer o combate ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.

A iniciativa pretende garantir o cumprimento da norma que proíbe a fabricação, importação, venda, distribuição, armazenamento, transporte e qualquer tipo de publicidade desses produtos em todo o país.

O documento prevê troca contínua de informações técnicas, compartilhamento de dados de fiscalizações — tanto em lojas físicas quanto no ambiente online — e a realização de operações conjuntas para ampliar o controle sobre o mercado clandestino. O acordo foi assinado pelo diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pela secretária-geral do MPF, Eliana Torelly.

🔬 Estudo aponta riscos à saúde
Uma pesquisa conduzida por cientistas da PUC-Rio em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) identificou que os líquidos vendidos ilegalmente no Brasil já apresentam toxicidade mesmo antes do aquecimento, processo que gera o vapor inalado pelos usuários.

Segundo os pesquisadores, apesar de serem formados principalmente por glicerina vegetal e propilenoglicol, esses líquidos costumam receber aditivos como aromatizantes, nicotina e agentes de resfriamento — substâncias que aumentam os efeitos nocivos. Os testes indicaram redução da viabilidade celular e da atividade mitocondrial, independentemente da origem do produto.

⚠️ Alerta entre jovens
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já demonstrou preocupação com o crescimento do uso desses dispositivos entre adolescentes. A estimativa é que mais de 15 milhões de jovens de 13 a 15 anos utilizem cigarros eletrônicos no mundo.

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