Warner Bros. Discovery fecha acordo bilionário com Paramount Skydance e cria maior grupo de mídia do mundo

Negócio estimado em US$ 110 bilhões avança após a Netflix desistir de cobrir proposta; fusão ainda depende de aprovação regulatória nos EUA e Europa

Warner fecha venda para Paramount por US$ 110 bilhões após Netflix recuar - Foto: AFP

A Warner Bros. Discovery oficializou nesta sexta-feira (27) o acordo de venda para a Paramount Skydance, em uma operação avaliada em aproximadamente US$ 110 bilhões (cerca de R$ 563,7 bilhões).

O anúncio foi feito pelo diretor de receita e estratégia Bruce Campbell, logo após a Netflix comunicar formalmente que não igualaria a proposta rival.

Se aprovada pelos conselhos administrativos e pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa, a união dará origem ao maior conglomerado de mídia e entretenimento do planeta, reunindo marcas históricas, estúdios de cinema, redes de televisão e plataformas de streaming sob um mesmo comando. Por que a Netflix desistiu?

A decisão da Netflix foi baseada em disciplina financeira. Liderada pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters, a empresa informou que o valor necessário para superar a oferta da Paramount tornaria a operação “financeiramente pouco atraente”.

Segundo comunicado, a negociação era considerada estratégica apenas “pelo preço certo”, não algo indispensável a qualquer custo.

A Netflix trabalhava com uma proposta estimada em US$ 82,7 bilhões, focada em ativos específicos. Já a Paramount apresentou uma oferta mais ampla, contemplando todas as subdivisões da Warner, incluindo canais de grande peso como CNN, TBS e TNT.

💰 Os detalhes da proposta vencedora

A proposta da Paramount Skydance inclui:

  • Pagamento de US$ 31 por ação em dinheiro, superando os US$ 27,75 ofertados anteriormente pela Netflix;
  • Assunção da multa rescisória de US$ 2,8 bilhões que a Warner deveria pagar à Netflix pela quebra do pré-acordo;
  • Cláusula que prevê multa de US$ 7 bilhões à Warner caso órgãos reguladores bloqueiem a fusão.

O grupo é liderado por David Ellison, que passa a comandar um portfólio robusto de franquias cinematográficas, redes de notícias e canais esportivos.

🎬 O que muda para o consumidor?

Especialistas do mercado avaliam que a fusão pode provocar uma profunda reestruturação nos serviços de streaming, com possível unificação de catálogos, revisão de preços e fortalecimento da produção de conteúdos originais.

A criação de um “supergrupo” de entretenimento também deve intensificar a concorrência global, pressionando outras plataformas a rever estratégias de expansão e investimento.

A operação ainda depende de aval regulatório nos Estados Unidos e na Europa. Até lá, o mercado acompanha de perto os próximos passos daquele que pode se tornar o maior conglomerado de mídia da história.

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