O conflito no Oriente Médio voltou ao centro das atenções dos mercados globais e provocou forte reação nos preços do petróleo e do gás. No último sábado (27), a escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou o risco geopolítico na região e impactou diretamente bolsas de valores e ativos ligados ao setor de energia.
Como esperado, os preços do petróleo registraram forte alta após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã e a resposta de Teerã. O barril do Brent chegou a subir quase 14%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 12% na abertura dos mercados internacionais.
O movimento ocorreu após o ataque que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros dirigentes do país, ampliando as incertezas sobre a estabilidade na região, uma das principais produtoras e exportadoras de petróleo do mundo.
O Brent, referência internacional, já vinha incorporando um prêmio de risco geopolítico e havia fechado a sexta-feira cotado a US$ 72, acima dos US$ 61 registrados no início do ano.
Nas primeiras negociações desta segunda-feira (2), o Brent subia 9,7%, cotado a US$ 79,95, enquanto o WTI avançava 9%, negociado a US$ 73,04.
Analistas apontam que a volatilidade deve permanecer elevada nos próximos dias, especialmente diante da possibilidade de interrupções na oferta ou bloqueios logísticos em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa parte significativa do petróleo mundial.


