Guerra no Oriente Médio entra no 6º dia com novos ataques e mais de 1,2 mil mortos no Irã

A decisão contrasta com a postura da Espanha, que proibiu o uso de bases norte-americanas em seu território

Foto: Reprodução/IDF

A guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao sexto dia nesta quinta-feira (5) marcada por intensificação dos combates, aumento no número de mortos e ampliação das tensões para outros países do Oriente Médio.

Autoridades iranianas informaram que o total de vítimas no país já chegou a 1.230 após ataques atribuídos a forças norte-americanas e israelenses. O balanço foi divulgado por veículos ligados ao governo do Irã. Em meio à escalada, o Exército iraniano afirmou ter realizado um ataque contra instalações militares dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, ampliando o alcance geográfico do confronto.

O vice-comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbia, Kioumars Heydari, declarou que o país não pretende encerrar as operações antes de atingir seus objetivos estratégicos. Segundo ele, a duração da guerra não será fator determinante para uma eventual trégua.

O cenário interno iraniano também é marcado por restrições severas na comunicação. Dados da organização NetBlocks indicam que o acesso à internet no país foi drasticamente reduzido, dificultando a circulação de informações e o acompanhamento dos acontecimentos pela população.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, acusou os Estados Unidos de afundarem o navio de guerra Iris Dena, próximo ao Sri Lanka, ataque que, segundo autoridades iranianas, teria provocado dezenas de mortes.

Enquanto isso, Israel informou ter ampliado suas ofensivas contra o Hezbollah, grupo libanês aliado de Teerã, afirmando ter atingido centenas de alvos desde o início da semana. A ampliação das operações abriu uma nova frente de confronto na região.

Outros países também relataram episódios relacionados ao conflito. Os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado mísseis e drones, com registro de vítimas. O Azerbaijão acusou o Irã de lançar drones contra seu território, enquanto explosões foram registradas no Catar e no Bahrein. Também houve relatos de ataques a embarcações no Golfo Pérsico.

No cenário internacional, a França autorizou que os Estados Unidos utilizem bases militares em seu território durante o conflito, embora ainda não haja detalhes sobre a finalidade exata do uso. A Espanha, por sua vez, adotou posição contrária e proibiu a utilização de instalações norte-americanas no país.

O conflito segue em expansão e mantém a comunidade internacional em alerta diante do risco de agravamento da crise na região.

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