Banco Central liquida Entrepay e investigação aponta ex-banqueiro como “dono oculto” da empresa

Caso envolve suspeitas de fraude, lavagem de dinheiro e pode atingir grandes instituições financeiras

Foto: Divulgação/Banco Master

As autoridades brasileiras apuram o envolvimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como possível controlador indireto da Entrepay, que foi liquidada pelo Banco Central do Brasil nesta sexta-feira (27). De acordo com as investigações, o diretor da empresa, Antônio Carlos Freixo Júnior, teria atuado como operador dentro da instituição, utilizando sua estrutura em benefício de Vorcaro. Por determinação das autoridades, os bens de Freixo foram tornados indisponíveis.

As suspeitas indicam um modelo de atuação semelhante ao já observado em outras estruturas do mercado financeiro, com uso de fundos e empresas para práticas como fraude e lavagem de dinheiro. O caso está relacionado à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Freixo Júnior também já foi investigado, ao lado de Vorcaro, em processo da Comissão de Valores Mobiliários por supostas irregularidades no mercado financeiro.

Segundo o Banco Central, a decisão de liquidar a Entrepay levou em conta problemas financeiros graves e o descumprimento de normas regulatórias, o que colocava credores em risco.

Preso desde o dia 4 de março, Vorcaro negocia um acordo de delação premiada, que pode ampliar o alcance das investigações e revelar novos desdobramentos do caso.

A apuração também pode ter impacto em grandes empresas do setor de pagamentos, como Mastercard, Visa e Nubank, que tinham exposição à instituição investigada.

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